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Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económicos, social e ambiental

 

A Lusa adota os Princípios de Governo Societário definidos no Decreto-Lei n.º 133/2013, de 3 de outubro, que considera cumpridos.

  1. Estratégias adotadas e grau de cumprimento das metas fixadas

    O Plano de Atividades e Orçamento definiu um conjunto de objetivos principais para 2017:

    1. O alargamento da área de influência a novos mercados e criação de novos produtos, minimizando a perda de receitas próprias e a prestação de um serviço de referência para os clientes;
    2. A assinatura com o Estado de um novo Contrato de Prestação de Serviço Noticioso e Informativo de Interesse Público, para vigorar no triénio 2017-2019;
    3. O cumprimento do Contrato de serviço público.

    O Plano de Atividades e Orçamento para 2017 foi aprovado em Assembleia Geral da Lusa a 5 de junho. No entanto, após a votação, a representante do Acionista Estado, emitiu a seguinte declaração de voto: “O voto favorável do acionista Estado pressupõe que, no exercício de 2017, a empresa irá ajustar a execução do orçamento por forma a que a despesa em FSE não ultrapasse 4,010M€ e os gastos com pessoal não ultrapassem 10,176M€, sendo que estes valores só poderão ser, eventualmente, aumentados caso o volume de negócios venha a ser superior, em resultado do incremento das vendas e/ou prestações de serviço não abrangidas pelo serviço Público, face ao previsto no PAO, devendo para este efeito ser solicitada autorização, nos termos legalmente previstos.”

    Adicionalmente, o despacho n.º 647/17-SET do Exmo. Sr. Secretário Estado do Tesouro de 23.8.2017, cujo teor é “Concordo que ao valor global dos FSE seja expurgada a parte cofinanciada do projeto (Google) em apreço”, permitiu que o valor de FSE, sem os gastos do projeto referido, permanecesse ao nível de 2016, ou seja, de €3.817 mil, constituindo assim este o valor de referência para efeitos de controlo orçamental sem o dito projeto.

    Esta decisão do acionista maioritário, de redução nos gastos com pessoal do valor de €240 mil e nos fornecimentos e serviços externos de €250 mil, teve, como consequência, o adiamento, à semelhança do que já havia acontecido em 2016, da contratação de novos jornalistas, para reforço da estratégia digital em curso e de novos correspondentes para o reforço das redes nacional e internacional, conforme preconizado no CPSNIIP para o triénio 2017-2019.

    Em novembro, a Lusa lançou o Novo Portal Lusa, que foi acompanhado da implementação dos serviços desenvolvidos no âmbito do projeto, nomeadamente a Agenda Financeira, um serviço online que permite o planeamento da atividade das empresas, segundo o calendário económico-financeiro de outras empresas ou organismos, nacionais e internacionais; o Info3E, um serviço online aglomerador de relatórios, estatísticas e comunicados, com informação macroeconómica sobre Portugal, os seus parceiros económicos, a União Europeia e os países do G7, proveniente de fontes internas e de organizações internacionais; e a “Carta de Portugal”, informação gratuita vocacionada para o cumprimento de serviço público.

    Para além destes novos serviços, em outubro, a Lusa disponibilizou o novo serviço LusaPhoto 2nd Market, um serviço composto por fotografias cuja comercialização assenta num regime de compra de exclusividade dos direitos da imagem, destinado essencialmente a meios de comunicação social estrangeiros e a meios de comunicação social nacionais, cujo formato é sobretudo baseado em fotografia (excetuam-se as Agências de notícias).

    Também em outubro a Lusa relançou o serviço Lusa News, depois de uma requalificação do serviço durante o verão de 2017. O serviço, com mais conteúdos e com maior consistência na oferta diária, destina-se a empresas internacionais baseadas no nosso território, embaixadas, consulados e demais organismos estrangeiros em Portugal que necessitem receber uma linha da atualidade de Portugal e da Lusofonia, em Inglês.

    Tal como nos anos anteriores, também em 2017 a atividade comercial da Lusa focou-se, por um lado, na fidelização dos atuais Clientes tentando o reforço da receita, e a angariação de novos Clientes, em especial em mercados não tradicionais quer a nível geográfico quer de segmento.

    O CPSNIIP para o triénio 2017-2019, proposto pelo Conselho de Administração em 2015, foi aprovado pelas respetivas tutelas em 2016 e mereceu o parecer positivo do Tribunal de Contas, produzindo efeitos desde o dia 3 agosto de 2017, data de pagamento dos emolumentos.

    Apesar do aumento dos valores de referência estabelecidos no novo Contrato 2017-2019, e de não ter sido autorizado o reforço dos recursos humanos, quer para o quadro, quer como correspondentes, por via do corte orçamental por parte da tutela financeira, a produção da Lusa ultrapassou os níveis mínimos exigidos para os conteúdos texto e fotografia; Os vídeos encontram-se em linha com o mínimo previsto;  Já relativamente a áudios, cujo aumento previsto pelo Contrato de Serviço Público ronda, neste triénio, os 200%, não foi possível alcançar uma produção consistente que assegurasse mensalmente o cumprimento do previsto no Contrato.

  2. Políticas prosseguidas com vista a garantir a eficiência económica, financeira, social e ambiental e a salvaguardar as normas de qualidade

    Ao nível da eficiência energética, a Lusa cumpre as normas de certificação do seu edifício-sede e, nos termos do Decreto-Lei n.º 104/2010 de 29 de setembro, procurou fornecedores alternativos no mercado livre e logrou reduzir a fatura energética ao longo dos anos.

    Tem vindo a ser efetivada uma diminuição dos consumos de combustíveis e do número de viaturas do parque automóvel, com privilégio para uma redução da cilindrada e das emissões poluentes. Vai ser colocada em estudo a substituição progressiva das viaturas em utilização por veículos elétricos, aquando da respetiva renovação dos contratos de aluguer operacional.

    Em setembro de 2014, começou a ser efetuada a contagem de eletricidade consumida pelo contentor das antenas da MEO instalado no terraço do edifício sede tendo, a partir do mês seguinte, a Lusa passado a ser ressarcida do seu custo, estimado em cerca de 4 mil euros anuais.

    Está a ser equacionada a realização de um estudo acerca da autossustentabilidade energética do edifício da sede da Lusa, através da colocação de painéis solares fotovoltaicos em espaço de terraço, que permitam a produção de energia elétrica suficiente para o funcionamento regular de todos os serviços que operam naquelas instalações, por forma a reduzir substancialmente o abastecimento através da rede pública.

    Encontra-se em fase de implementação, desde final de 2016, o projeto de elaboração e execução das medidas de autoproteção do edifício da sede da Lusa, incluindo procedimentos e planos de emergência e prevenção, plano e registos de segurança, alterações estruturais ao edifício, colocação de sinalética, ações de sensibilização e formação e preparação da execução de simulacro. As medidas de autoproteção serão implementadas através de um responsável e um delegado de segurança e da formação de equipas mistas pluridisciplinares de emergência, primeira intervenção, evacuação e corte de energia, transversais a todas as áreas do edifício. Foi realizado o mesmo procedimento nas instalações da delegação do Porto. A fase seguinte será estender o projeto às restantes instalações que a Lusa explora em território nacional, no Funchal e em Ponta Delgada.

    São realizadas pontualmente, no âmbito da responsabilidade social corporativa da Lusa, campanhas de doação de sangue e medula óssea e de recolha de bens alimentares não perecíveis e de bens não alimentares como brinquedos, livros, material escolar diverso ou fraldas e produtos de puericultura.


  3. Forma de cumprimento dos princípios inerentes a uma adequada gestão empresarial
    1. Política de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável e dos termos do serviço público prestado, designadamente no âmbito da proteção dos consumidores

      A Lusa procedeu, em 2017, ao Inquérito de Satisfação junto dos seus Clientes, o qual será efetuado também em 2018, com questões relacionadas com a qualidade do serviço, nomeadamente em termos da sua assistência comercial, assistência técnica, plataforma eletrónica online e serviços noticiosos propriamente ditos. Globalmente, o resultado do inquérito foi positivo, tendo sido aferida uma média global de 74,5% de respostas nos níveis Excelente e Bom.

      A Lusa continuou, em 2017, a apoiar a CAIS através da cedência de fotografias, notícias e reportagens, da colaboração na produção de conteúdos da revista CAIS e da divulgação dos projetos e atividades daquela associação.

      A Lusa aderiu, em 2016, ao Compromisso de Pagamento Pontual a fornecedores, tornando-se parte ativa deste movimento de responsabilidade social na promoção de uma cultura de pagamento pontual e da competitividade da economia portuguesa que atualmente já inclui cerca de 1020 entidades de vários quadrantes da economia portuguesa. De referir que ao longo dos últimos anos a Lusa, em conformidade com a RCM n.º 34/2008 e do despacho 9870/2009, tem vindo a reduzir o seu prazo médio de pagamentos a fornecedores situando-se em 31 dias no final de 2017.

      Em fevereiro a Lusa aliou-se às iniciativas de colheita de sangue e registo de dadores de medula óssea, promovendo as mesmas junto dos seus trabalhadores. A ação não chegou a decorrer uma vez que não foram reunidas as condições mínimas para que uma carrinha do CEDACE se deslocasse à Lusa, nas suas instalações no Porto e em Lisboa. Tal deveu-se a uma população muito elevada já devidamente registada como Dadora de Sangue e/ou Medula Óssea. 

    2. Em junho, a Lusa organizou, junto dos seus trabalhadores em Lisboa e Porto, uma recolha de donativos destinados às vítimas dos Incêndios de Pedrógão Grande, entregues a Instituições de solidariedade social em dois momentos – julho e outubro.

      Durante o ano de 2017 manteve-se o apoio às atividades do Clube Lusa.

    3. Políticas adotadas para a promoção da proteção ambiental e do respeito por princípios de legalidade e ética empresarial, bem como regras implementadas com vista ao desenvolvimento sustentável

      Em termos de desenvolvimento sustentável, para além das medidas referidas anteriormente, a Lusa adota políticas operacionais de eficiência energética e económica e de proteção ambiental, nomeadamente, no que se refere a:

      • periódica verificação da qualidade do ar e da água da rede pública das instalações da sua sede;
      • recolha, tratamento e reciclagem seletiva de resíduos, nomeadamente à separação de lixos orgânicos, papel e cartão, plástico e metal, vidro e pilhas e baterias;
      • redução do consumo de papel, para impressão ou fotocópia, e utilização de papel reciclado;
      • reciclagem de material eletrónico, nomeadamente informático e fotográfico, através da sua venda a preços simbólicos aos trabalhadores interessados ou recolha para sucata eletrónica, em respeito das normas ambientais em vigor;
      • reciclagem de mobiliário de escritório, com a doação a escolas ou IPSS;
      • redução do consumo de eletricidade, através da substituição de toda a iluminação por lâmpadas de baixo consumo (LED), da programação da iluminação exterior e das zonas interiores comuns ou da utilização, sempre que exequível, de máquinas com função stand-by;
      • redução do consumo energético e aumento da eficiência térmica, com a substituição da bomba de calor instalada no terraço do edifício;
      • diminuição do consumo de água canalizada, com a substituição de torneiras convencionais por doseadoras e temporizadoras, e engarrafada.

      Em termos de qualidade do ar nas suas instalações, a Lusa opera um sistema de tratamento (insuflação de ar tratado e extração de ar viciado), garantindo assim uma boa qualidade do ar do edifício da Sede, para todos os seus colaboradores.

      A empresa procede também a uma verificação regular da qualidade do ar interior (QAI) do edifício, através de uma empresa certificada. De igual forma, é efetuada a monitorização da qualidade da água canalizada, através de análises periódicas em diversos pontos de recolha de amostra.

      Ao nível do tratamento e reciclagem, a Lusa segrega os resíduos produzidos em recipientes próprios para papel, vidro, plástico, baterias, tinteiros e lixo orgânico. O vidro e o plástico, bem como o lixo orgânico, são depois levantados pelos serviços camarários. O papel é levantado por um reciclador específico. As baterias são entregues pela empresa num local de reciclagem. Toners e tinteiros são recolhidos pela empresa que presta serviços de impressão à Lusa. Lâmpadas e outro material elétrico a destruir é entregue regularmente num local de reciclagem. Sempre que necessário, os equipamentos eletrónicos obsoletos são também enviados para reciclagem. Os filtros e outros consumíveis do sistema de climatização são reciclados pela empresa que faz manutenção do sistema nas instalações da Lusa.

      No que respeita ao consumo de eletricidade, o sistema de iluminação do edifício foi modificado com a utilização de lâmpadas LED (cerca de 1200), prevendo-se uma poupança de cerca de 30% a 40% no consumo de energia elétrica, para além de garantir uma maior sustentabilidade ambiental. Foi adquirida uma UPS (Uninterruptible Power Supply) de substituição para prevenção de paragens de produção decorrentes da interrupção do fornecimento de energia e proteção de aparelhos em caso de subtensão, sobretensão ou sobrecarga de energia.

      Integrado num programa mais vasto de promoção da melhoria do sistema de climatização e da eficiência térmica e energética, no âmbito de remodelações em curso no edifício da sede (recondicionamento do edifício às exigências de segurança da Autoridade Nacional de Proteção Civil, recuperação e remodelação do piso 0 e melhorias de caráter geral), foi adquirida e instalada, em 2017, uma nova bomba de calor.

      Relativamente ao consumo de água, a Lusa utiliza equipamentos de tratamento e purificação de água canalizada, servindo igualmente o consumo diário de água pelos trabalhadores, tendo este sistema sido substituído, em 2017, por outro mais moderno e eficiente.

      A Lusa mantém os procedimentos, estudando a implementação de outros, baseado nos 3R (Reduzir, Reciclar e Reutilizar), por forma a reforçar as políticas que, entretanto, foram desenvolvidas, sobretudo ao nível do consumo energético e de papel e da reciclagem. Tem igualmente participado nos workshops promovidos sobre a matéria, nomeadamente no workshop promovido pelo ESPAP, “SNCP e novos desafios para economia sustentável”.

    4. Planos de igualdade com vista a alcançar uma efetiva igualdade de tratamento e de oportunidades entre homens e mulheres com vista a eliminar discriminações e a permitir a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional

      A Lusa não faz distinção de género entre os seus trabalhadores e respeita o princípio da igualdade de oportunidades. Com efeito, o ponto 5.5 do código de Ética da Agência estipula que “a Lusa assegura a todos os seus colaboradores a progressão na carreira profissional em condições de igualdade de oportunidades, sem quaisquer discriminações, de acordo com o mérito individual e na observância de regulamento próprio.”

      Foi elaborado, em 2016, um relatório sobre as remunerações pagas a mulheres e homens, tendo em vista o diagnóstico e a prevenção de diferenças injustificadas, nos termos do disposto no n.º 2 da RCM n.º 18/2014, de 7 de março.

      Em 31 de dezembro de 2016, entre os 258 trabalhadores, 124 eram homens (48,1%) e 134 mulheres (51,9%).

      O grupo Jornalistas tinha 202 elementos, sendo que 99 eram homens (49%) e 103 eram mulheres (51%). Destes 202, 183 pertencem ao efetivo ao serviço (compara com 183 em 2015), 11 estão em situação de pré-reforma e 8 estão requisitados ou com licenças sem retribuição.

      A estrutura de quadros de chefias é repartida por 43 homens e 28 mulheres.

      Os órgãos sociais são integrados por 6 mulheres e 5 homens.

    5. Medidas concretas no que respeita ao Principio da Igualdade de Género

      Com vista a alcançar uma efetiva igualdade de tratamento e de oportunidades entre homens e mulheres, a eliminar discriminações e a permitir a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional, a Lusa não faz distinção de género entre os seus trabalhadores e respeita o princípio da igualdade de oportunidades.

      No sentido de permitir a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional, a Lusa tem atendido, e continuará a fazê-lo sempre que os requisitos das funções assim o permitam, aos pedidos de teletrabalho, facilitando desta forma uma maior flexibilização de horários.

      Assim que seja levantada a proibição de valorizações remuneratórias a empresa procurará fazer as correções que possam vir a ser identificadas como diferenciadoras de género, sobretudo nos cargos técnicos e de chefias.

      De acordo com objetivos da Estratégia Europeia 2020 bem como das prioridades do Estado Português relativamente à igualdade de género no quadro dessa Estratégia e ainda no âmbito das iniciativas do Fórum Empresas para a Igualdade de Género – IGEN, a Lusa e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego – CITE, celebraram um acordo, no dia 5 de dezembro de 2017, no qual a Agência se compromete a:

      1. Aderir ao Fórum Empresas para a Igualdade de Género – O nosso Compromisso;
      2. Assumir a concretização dos compromissos em matéria de igualdade de género, nos termos constantes do Anexo ao Acordo, que dele faz parte integrante, com base nos diagnósticos realizados internamente, utilizando, entre outros, o Guia de Auto-avaliação da Igualdade de Género nas Empresas (Projeto Diálogo Social e Igualdade nas Empresas - CITE);
      3. Compromete-se, ainda, a:
        1. Participar nas reuniões de trabalho e nas atividades do Fórum, de forma ativa, com as outras organizações e com a CITE;
        2. ii. Aceitar que o Fórum divulgue as ações e boas práticas, bem como os progressos registados, a acordar mutuamente, em matéria de igualdade e não discriminação entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional que possam vir a ter impacto e ser replicadas junto de outras organizações.
    6. Políticas de recursos humanos orientadas para a valorização do individuo, para o fortalecimento da motivação e para o estímulo da produtividade

      Existem equipas de projetos multidisciplinares, em que os trabalhadores são chamados a intervir em áreas de atividade fora do âmbito do seu trabalho específico do dia-a-dia, o que contribui para a valorização profissional e motivação pessoal. Neste capítulo é de referir o projeto DNI/Google que é um espelho claro desta tendência de valorização profissional.

      Tendo em vista uma substancial melhoria do plano de formação e acompanhamento de estágios, em 2017, pela primeira uma jornalista da Direção de Informação dedicou-se 100% a estes temas.

      Os resultados traduziram-se em valorização profissional, e também em estímulo ao desempenho. O plano de formação para 2017 envolveu desde temas técnicos específicos à função, à formação em tecnologias de informação, imprescindível para o alinhamento com as metas estratégicas definidas. Estas iniciativas têm sido um sucesso de participação pelos formandos, permitindo nalguns casos a melhoria do clima interno da empresa através de um maior cruzamento interdepartamental de experiências o que leva indiretamente a uma criação de um espírito de equipa mais forte e saudável. Em 2017, foram ministradas 5.249 horas de formação, com a introdução de outras ações com uma maior carga horária, nomeadamente Inglês.

      Ainda dentro do âmbito da formação, a Lusa tem uma parceria privilegiada com o Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (CENJOR), responsável por grande parte das ações de formação na área editorial. Simultaneamente, foi feito um protocolo institucional com o Centro de Estudos Judiciários, para apoio especializado na área da Justiça. As aulas de Inglês foram contratualizadas com uma entidade certificada, o Creative Learning Centre.

    7. Política de responsabilidade económica, por via da investigação, inovação, desenvolvimento e da introdução de novas tecnologias; plano de ação para o futuro e medidas de criação de valor para o acionista

      A Lusa considera essencial a prossecução da estratégia como agência de notícias multimédia, com a produção e distribuição de informação para várias plataformas, mantendo o elevado grau de desempenho no cumprimento do serviço público que lhe está cometido.

      Como maior agência noticiosa em língua portuguesa, com correspondentes e delegações em todos os países onde se fala o português e ainda com uma rede de jornalistas residentes nas cidades com fortes comunidades de falantes nesta língua, a Lusa procurou aproveitar e potenciar esta situação privilegiada e candidatou-se, em 2015, ao programa Digital News Initiative Innovation, lançado pela Google, com o projeto “Portuguese News Hub”. Em 2016, a Lusa foi informada que o seu projeto “Digital News Hub for the Portuguese Speaking World” tinha sido aprovado pela Google. O “Go live” do novo site ocorreu no dia 2 de novembro de 2017.

      Num mercado altamente competitivo e em retração, não se prevê, antes pelo contrário, que abrande a crise económica e financeira nos media e muito menos a forma de consumir a informação, cujo paradigma ainda se encontra por definir.

      Consome-se mais informação, em plataformas cada vez mais diversificadas, e preferencialmente com o menor custo. Neste quadro, cabe à Lusa reforçar a sua diferença e reinvestir nas suas redes nacional e internacional.

      Plataformas de influência, mobilidade, flexibilidade, reforço de parcerias e sinergias permitirão à Lusa ser mais abrangente no serviço que produz e distribui no âmbito do serviço público, nomeadamente:

      • Reforço de uma rede capaz de cobrir Portugal Continental e Ilhas, as comunidades falantes de língua portuguesa a nível global e os países mais relevantes em termos geoestratégicos para o País;
      • Realização de parcerias e sinergias com agências de notícias internacionais e órgãos de comunicação social nacionais e internacionais;
      • Redefinição da função das áreas de suporte tendo em vista o paradigma do mercado da comunicação social, sustentado num plano estratégico dos sistemas de informação acompanhado por uma aposta nos recursos humanos da empresa, através do desenvolvimento de melhores competências de gestão.

      O plano estratégico dos sistemas de informação será um instrumento vital para definir o futuro da Lusa de modo a ultrapassar os anos de inércia que se registaram nas tecnologias de informação antes de 2015. É necessário implementar uma arquitetura de sistemas de informação tendo por base as necessidades operacionais e estratégicas da Lusa de modo a ter uma base de conhecimento que permita, de um modo eficiente e eficaz, atingir os objetivos e reforçar a posição da agência no seu setor de atividade.

      Nesta estrutura devem ser considerados 5 níveis:

      • A base tecnológica, onde se incorporam todas as infraestruturas tecnológicas de hardware, comunicações e redes;
      • As aplicações operacionais, não proprietárias (open system), de apoio ao negócio, nomeadamente o sistema de Content Management System para área editorial; sistema de Customer Relationship Management para Marketing e Vendas; sistema administrativo e financeiro para as áreas de suporte da empresa;
      • As interfaces que permitam ter bases de dados abertas através de API´s de cada sistema operacional;
      • O armazenamento e consolidação de dados numa estrutura homogénea e consistente que permita uma flexibilidade na obtenção de informação;
      • E no topo, um sistema de apoio à decisão estratégica ou de Business Intelligence, que congregue a informação relevante através de várias dimensões de análise de uma forma estruturada, de acordo a arquitetura de sistemas de informação.

      Para além destes aspetos, a aposta em projetos inovadores e a procura constante de melhoria dos sistemas de informação vem igualmente reforçar o processo de modernização da Agência a outro nível:

      • Transformação cultural - Os consumidores de informação tornam-se progressivamente mais exigentes. A Lusa está a realizar um esforço de transformação acelerada a nível das equipas comerciais, técnicas e editorias de modo a, em conjunto e coordenadamente, responderem de uma forma efetiva aos seus clientes, antecipando as suas necessidades e garantindo inovação no serviço que prestam;
      • Novas formas de Jornalismo – A Agência continuará a prestar Serviço Público, contratualmente estabelecido com o Estado. No entanto, aposta em projetos inovadores reforçará a necessidade de novas formas de jornalismo como os repórteres de redes sociais e os data journalists, em que são críticas as competências na experiência do utilizador, o conhecimento informático ao nível de programação e a capacidade de tratamento de grandes volumes de dados. O trabalho do jornalista torna-se cada vez mais colaborativo, onde o consumidor final tem um papel ativo através do feedback em tempo real e da possibilidade de ele próprio ser fonte de informação. Os jornalistas da Lusa ganharão novas competências que lhes permitirão criar novos conteúdos inovadores e específicos para os diversos canais digitais;
      • Reorganização da Redação - A incorporação de novos canais, a necessidade de resposta imediata e as novas formas de consumo de serviços, colocam novos desafios e exigências ao nível da velocidade da linha de produção editorial e do conhecimento de ferramentas tecnológicas distintos daqueles que uma redação tradicional enfrenta. Nesse sentido, por exemplo o projeto “Portuguese News Hub” obrigou a uma reorganização interna significativa, através do reforço da área editorial com equipas especializadas em canais digitais.

      Ainda em 2018, no âmbito da inovação/modernização, a Lusa mantém a sua participação na Minds International, uma rede de agências noticiosas que colaboram entre si, ao mais alto nível executivo, suportando o desenvolvimento digital das agências e da indústria dos media em geral e na EANA – European Alliance of News Agencies, organização a qual pertencem a grande maioria das agências europeias e que tem como objetivo partilhar conhecimento e sinergias entre as agências associadas.

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