LUSA English   Lusofonia
 
 
  Acerca da LUSA  
  Os nossos Serviços  
  Contacte-nos  
  Subscrever Agora!  
  Pesquisar  

Serviços

  Ásia  
  Galeria de Fotos  
  Vídeos Lusa  



Pequim2008: "Proibido" entrar num taxi sem mapa e destino em mandarim

    

Número de Documento: 8612341

Pequim, China 03/08/2008 16:45 (LUSA)
Temas: Desporto, Jogos Olímpicos de Verão

   

** Rui Barbosa Batista, Agência Lusa **

Pequim, 03 Ago (Lusa) – Entrar num táxi em Pequim sem a morada em mandarim ou um mapa transforma-se habitualmente num pesadelo de horas às voltas e acabar por ser deixado num local que nada tem a ver com o destino desejado.

A famosa paciência de chinês é o que se exige aos estrangeiros que optem por esse meio de transporte sem estarem prevenidos, pois as histórias mirabolantes têm sido frequentes entre os jornalistas que acompanham o evento, que mais tarde acabam por disputar a história mais surreal.

Pelo menos é consensual que se torna aconselhável ter à mão o número de telemóvel de alguém que fale mandarim e consiga comunicar com os taxistas, cada um aparentando ser mais ignorante – no conhecimento da cidade, obviamente – do que o outro.

O governo chinês providenciou cursos de inglês para os taxistas poderem comunicar durante os Jogos Olímpicos, mas ainda ninguém gabou os dotes poliglotas destes profissionais.

Um dos repórteres mais azarados apanhou à 01:00 transporte no centro da cidade rumo à North Star Media Village, com capacidade para albergar 8.000 jornalistas, tendo cumprido um trajecto de pouco mais de 20 quilómetros em mais de duas horas, com a agravante do mesmo acontecer durante a madrugada.

Depois de um autêntico e inútil “bilhar às três tabelas”, entre inúmeros polícias e voluntários que faziam guarda a diversas instalações ligadas aos Jogos e que não falavam inglês, um polícia que conhecia o local acabou por indicar o caminho: o taxista, também farto da situação, recuperou o sorriso e garantiu que “agora sim”, sabia mesmo o destino.

Uns dois quilómetros depois, parado num semáforo, perguntou a outro taxista se conhecia o caminho e foi salvo pelo seu companheiro de profissão, que se dirigia ao mesmo destino com quatro jornalistas.

Um outro profissional português mostrou um amplo mapa da cidade e, com foto do estádio, indicou o destino: mesmo assim, pouco mais tarde, o taxista parou e obrigou o cliente a sair do carro, alegadamente por desconhecer o destino, que é certamente um dos maiores orgulhos da arquitectura na China.

RBA.

Lusa/fim